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O que é Taxa de juros: definição e como funciona?

O Que É Taxa De Juros: Definição e Como Funciona?

Os juros podem ser entendidos como compensações financeiras que são oferecidas pelo pagamento de empréstimos. Portanto, seriam valores percentuais sobre um montante emprestado, o qual o devedor pagará em parcelas ou no momento da liquidação da dívida.

Na história da economia, a prática de cobrar juros não é somente antiga, mas também alvo de diversas elaborações filosóficas. Há religiões, como o islamismo por exemplo, que consideram a prática da cobrança de juros abusivos sobre dívidas como algo errado e imoral. Matinho Lutero em seus escritos também era contra a cobrança de juros exacerbados por dívidas. Era inclusive, até adverso a uma lucratividade acima de 30% no nascente comércio de sua época.

Os bancos centrais e a economia

Historicamente, após o surgimento de instituições bancárias e Estados Nacionais; a prática da cobrança de juros sobre empréstimos se tornou mais comum. No entanto, para controlar a forma e também como esses juros são cobrados, as instituições bancárias e os governos passaram a determinar uma porcentagem aceitável sobre essa taxa. Um exemplo bem claro e simples, para ilustrar esse tipo de cobrança, seria a taxa mensal de juros cobrada pelas operadoras de cartão de crédito.

Neste artigo falaremos sobre as taxas de juros e daremos exemplos práticos para facilitar o entendimento do leitor. Além disso, abordaremos os tipos de taxas de juros praticados no mercado e sua relação com a taxa Selic. Adiante abordaremos os seguintes tópicos:

  • O que são taxas de juros?
  • Exemplos de rendimento com taxas de juros.
  • Taxas de juros simples e compostas.
  • Taxas de juros nominal e real.
  • O que é a Selic no Brasil?
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O que são taxas de juros?

De acordo com a definição do termo, taxa é um tipo de tarifa predeterminada normalmente cobrada em forma percentual. Já os juros, como discutimos anteriormente, são valores também geralmente percentuais cobrados sobre o montante financeiro de uma dívida.

Um pouco mais sobre a história dos juros

A prática de cobrança de juros é bastante antiga, na realidade se você consultar as escrituras bíblicas verá relatos sobre essas experiências no próprio Pentateuco. O livro sagrado indica uma certa proibição de que um irmão cobrasse juros abusivos sobre outro e também indicava práticas relacionadas ao perdão de dívidas após 7 anos consecutivos de trabalho para pagamento dessas.

Porém a prática de cobrar juros é mais antiga do que a própria Bíblia

Mesmo em relatos e documentos históricos antiquíssimos das primeiras civilizações humanas, pode-se encontrar a prática de empréstimos e a cobrança de juros sobre esses. Portanto, na História o ato de cobrar juros pode ser considerado como atrelado ao surgimento das civilizações. Isso porque será preciso algum tipo de organização financeira, mesmo que rudimentar, para que haja alguém que necessite de um empréstimo e outros que estejam dispostos a emprestar o dinheiro mediante juros.

É uma forma de compensação

Essa compensação será paga para a entidade ou o indivíduo que empresta pelo tempo em que o dinheiro esteve em débito. Ou seja, é uma maneira de equiparar o valor emprestado ao período em que ele esteve fora das mãos do dono, de forma que o valor pago seja suprido no tempo da quitação ao valor emprestado. Isso claro, numa situação ideal porque veremos que há instituições que usam dos juros para lucrarem. Há leis, consequentemente, que visam coibir práticas abusivas de cobrança de juros que são consideradas imorais pelos governos do mundo todo.

O risco da usura

A cobrança da usura ocorre quando os juros são altos demais, de forma que prejudique o devedor. Esse tipo de prática é condenado pela sociedade e há leis que realmente protegem os cidadãos de qualquer país no mundo contra esse tipo de abuso. Portanto, a taxa de juros está ligada às porcentagens legais e consideradas socialmente justas durante o processo de empréstimo e seus pagamentos.

Conceito de taxa de juros

Falamos acima de ambos os conceitos em separado, tanto o de taxa quanto o de juros. No entanto, queremos também entender e conceitualizar o que seria essa ideia tão utilizada na economia de taxa de juros. Essa é geralmente definida em forma percentual e tipicamente indicada em uma base anual pelo Banco Central de um país. Essa base anual é conhecida como taxa percentual anual, incluindo dinheiro, bens de consumo e outros tipos de ativos.

Exemplos de rendimento com taxas de juros

As taxas de juros vigentes em determinado país serão aplicadas a qualquer tipo de transação que envolva o empréstimo e os pagamentos juros. Portanto, os rendimentos advindos desse tipo de operação virão a partir diversos tipos de situações.

Em casos individuais

As pessoas físicas emprestam dinheiro por conta de diversos motivos, vejamos alguns mais comuns:

  • Aquisição de propriedades.
  • Financiamento de veículos.
  • Investimento em projetos.
  • Para investir no próprio negócio.
  • Pagamento de educação.

No caso de pessoas jurídicas

Como são empresas, esses empréstimos geralmente envolvem um CNPJ e normalmente com um valor mais alto. Porém, os valores também podem ser mais comumente focalizados na produção e aquisição de mais capital para a empresa. Vejamos adiante algumas das situações mais comuns:

  • Ativos de longo prazo.
  • Aquisição de maquinário.
  • Expansão das operações.
  • Financiamento de projetos para aumento do capital da empresa.

Mas como os investidores ganham com isso?

Os ganhos possíveis e ideais com as taxas de juros envolvem os investimentos em Poupança e outras formas de renda fixa. Essas são indexadas de acordo com o índice da taxa de juros do país. Isso significa, por exemplo, que se você investe seu dinheiro na poupança de um determinado banco; esse emprestará o dinheiro a outro cliente a juros. Esses juros que o cliente que emprestou o valor pagará, será a porcentagem análoga à taxa que renderá aos seus investimentos no banco; indexados pela taxa de juros definida.

O ganho será a partir da rentabilidade de empréstimos?

Sim, a taxa de juros sempre estará vinculada aos empréstimos realizados por instituições para pessoas jurídicas e físicas. Os valores emprestados por tais instituições financeiras serão pagos com juros não somente por conta do risco de inadimplência, mas também pela disponibilização da quantia de dinheiro. Isso permitirá que os investidores obtenham lucro a partir da taxa de juros cobrada por essas instituições aos credores.

Investimentos em renda fixa são seguros

Os investimentos com taxa indexada a partir dos juros determinados em um país são considerados mais seguros. Isso porque o valor investido está vinculado aos rendimentos anuais predeterminados pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. No caso do Brasil, essa conexão é realizada pela taxa Selic, que mesmo estando baixa é considerada por muitos investidores um porto seguro para investimento.

Mas como isso significa segurança para o investidor?

Os investidores que são mais conservadores geralmente escolhem investimentos que estejam atrelados à Selic ou à taxa de juros básica. Isso porque apesar do retorno poder ser menor, estão sempre vinculados às Casas de Tesouro nacionais. Você pode estar se perguntando como então eles obtêm lucratividade a partir desse tipo de investimento, se a taxa de juros estiver muito baixa? Ganha-se pela quantidade investida, ou seja, se a taxa anual de juros estiver em menos de 3%, isso pode ser mínimo para quem investe pouco dinheiro. No entanto, para quem investir centenas de milhares de reais, a lucratividade resultante pode ser muito boa.

Taxas de juros simples e compostas

Como vimos anteriormente, os investidores mais conservadores realizam operações em função de obterem o que for emprestado a partir de instituições financeiras. O valor pode ser cobrado dos devedores de duas maneiras diferentes. Na forma de juros simples ou compostos, os quais veremos mais detalhadamente a seguir.

Juros simples

São valores cobrados como porcentagem sobre o montante inicialmente emprestado. A taxa de juros simples, consequentemente será também calculada como índice a partir desse valor. O retorno ao investidor é considerado baixo, porém constante e para algumas situações pode ser uma alternativa interessante.

Juros compostos

Esse tipo de juro incide sobre valores calculados percentualmente ao capital inicial, somando-se os juros acumulados. Os acréscimos nesse caso aliam-se ao capital do investidor no fim de cada período de aplicação. Isso quer dizer juros sobre os juros simples iniciais. O crescimento dos juros nessa modalidade é exponencial com possibilidades de retornos mais altos.

Taxas de juros nominal e real

A obtenção da taxa de juros através do uso de diversos parâmetros também pode apresentar diferenças. Isso porque o valor declarado para a taxa de determinados juros pode ser levemente diferente da taxa de juros realista e calculada de acordo com os índices econômicos. Portanto, há dois tipos diferentes de taxas de juros sobre os quais discutiremos melhor adiante.

Taxa de juros nominal

A taxa de juros considerada nominal é a declarada em transações que envolvam operações financeiras. Ela é predeterminada de acordo com cálculos feitos por economistas e utilizada como referência para um período de tempo. Esse tempo geralmente é calculado em um ano, sendo também sujeita a influências inflacionárias.

Taxa de juros real

Essa é a taxa representativa dos lucros reais que foram obtidos através dos seus investimentos. De forma simples, seria o valor real que o seu dinheiro rendeu através dos investimentos aplicados em renda indexada pela Selic. Ela pode ser calculada através do valor da taxa de juros nominal menos o valor da inflação.

A inflação não é a única variável a ser levada em consideração

Na realidade, há outras variáveis que devem ser levadas em consideração pois há taxas de corretoras e impostos que serão pagos pelos seus investimentos. Os ativos de renda fixa têm o IOF, que é o Imposto Sobre Operações Financeiras e que será retirado se houver um resgate em até 30 dias da aplicação. As taxas de corretagem também podem ser variáveis, de acordo com a corretora que você utilize para realizar suas operações de investimentos. Tudo isso afetará a rentabilidade do investimento e precisa ser levado em consideração durante os cálculos dos lucros.

O que é a Selic no Brasil?

Essa é uma taxa ajustada pela média de financiamentos avaliados diariamente através do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Ela tem uma representatividade que vai além da lucratividade das instituições financeiras em transações que envolvam títulos públicos. Portanto, a Selic é mais do que uma taxa, ela representa uma instrumentação para a política monetária que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) usa para controle da taxa de juros no Brasil.

Por que a taxa Selic é usada no Brasil?

Ela é usada no país como um instrumental da política monetária de forma a conter a inflação. Quando a taxa Selic aumenta, pode estimular os investidores a realizarem determinadas operações indexadas por ela, como as aplicações em renda fixa. Quando a taxa Selic diminui, a taxa de juros consequentemente será menor, o que pode ser interessante para quem precisa pedir empréstimos para investir em outros setores.

Conclusão

Neste artigo falamos sobre o conceito de taxa de juros, os tipos de taxas existentes e como elas são avaliadas no mercado. Além disso, discutimos sobre como os investidores utilizam os valores percentuais das taxas de juros para tomar decisões no mercado de fundos de renda fixa e opções mais conservadoras de investimentos. Você gostou do conteúdo desta postagem? Não se esqueça de deixar o seu like e compartilhar com todos os seus amigos interessados em investimentos mais conservadores.

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